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TransPortugal Europcar Race 2019 - Day 8 Destaque

TransPortugal Europcar Race 2019 - Day 8

“A ETAPA NOVE”

Não é um erro. É o final da estrada. Conclusão do esforço, corolário processual, realização das aspirações, entrega do Ser ao mundo espiritual. A etapa nove é o fim de ciclo e o início de outro, o que principia com o cruzar da meta final da TransPortugal Europcar Race.

São os minutos e as horas seguintes, a alegria, o jantar, a festa. Aos poucos, o despontar de pequenas angústias, à conta das coisas que se deixaram pendentes. É a perceção de que talvez, mas só talvez, se acabe melhor do que se principiou. Ou com alguma substancial diferença. A etapa nove é a poeira caindo. Os dias de agora, enriquecidos com a memória dos que vivemos juntos, e aqueles novos dias que virão.

Era domingo. As partidas começaram às 9h22m e sucederam-se em curtos intervalos até à oficial, às 10h. Verzella Raffaele (IT)-379 foi de branco, Lis Koehl (NL)-388 prometeu um brinde, com Sagres, em Sagres, Gégé Bereau-Wexler (FR)-819 partiu sozinha, como sempre. Tiraram-se as fotografias de grupo, vistas de cima, vistas de frente. Comentaram-se as indumentárias escolhidas. Foram muitos: “está feito”, “já está”, “só falta esta”. Todo o cansaço esquecido pelo entusiasmo da última. Ainda um sapato a encaixar, as palmas silenciadas, já Carlos Borrego desmontava as bandeiras e os pregos. Num ápice, as estruturas partiram em direção a Sagres. Por esta altura, já o dia estava pleno de trabalhos em andamento. O Bruno que verificou o percurso, o pessoal a chegar aos postos de controlo, as compras diárias, o apoio de meta. Partimos também, naturalmente rápidos, ainda assim com pouca margem.

Estava sol e calor, mas esperava-se vento muito forte nos flancos, dificultando bastante os 94km do percurso. E assim foi. Na travessia a pé da Praia do Amado, o vento levantava tudo. Porém, Miguel Rola (PT)-472 não desistiu do já tradicional Calipo. O pessoal foi seguindo, fustigado. Em Sagres, inaugurávamos uma nova meta. A leste da Mareta, fomos para a zona das docas. Sempre o mar pela frente, à esquerda a pequena praia da Baleeira, à nossa direita um promontório e uma estrada que os traria a nossos braços. Familiares e amigos iam chegando. Chad Jarret (US)-815 liderava a etapa e, à medida que iam passando os minutos, desvanecia a possibilidade de ser alcançado.

E pelas 13h42m44s, com um tempo final de 03h42m44s, Chad Jarret (US)-815 cruzava a meta em absoluta felicidade. Cerca de 3min depois chegou Davide Machado (PT)-823 e, a 18s, o camisola amarela Renato Ferreira (PT)-822. O 4º a chegar foi Marco Costa (PT)-776, seguido de Marco Macedo (PT)-362 e depois Hugo Dias (PT)-800. Peter Minnaar (NL)-529 e Jakob Björklund (SE)-795 ficaram ex-aequo em 7º, Francisco Carneiro (PT)-262em 9º e, em 10º, Edgar Castaños (MX)-360 e Oscar Lindinger (DE)-824. Aos poucos foram chegando os demais, tendo 82 atletas completado a etapa antes da hora de fecho às 16:31.

Por ali foi-se adensando a comemoração, muita comida e bebida, muitos brindes, fotos, abraços e, claro, um belo banho de mar. Alguns mais a medo, outros nem tanto, mas todos os que se lançaram nas águas do Atlântico com a mesma conclusão: “está ótima!”. Pelas 17h, rumou-se ao hotel para embalar as bicicletas, tudo a tempo do jantar e cerimónia final.

O vencedor da prova foi Renato Ferreira (PT)-822, seguido de Davide Machado (PT)-823, ambos da Equipa Europcar. O terceiro classificado foi Marco Macedo (PT)-362, Epic Bike Store, seguido de Marco Costa (PT)-776, Marques&Pereira/EM3/Os Beirões, Jakob Björklund (SE)-795 team Skoglöfs Bil IF/Ktmbikesswe, Chad Jarret (US)-815, CZ Racing, Hugo Dias (PT)-800, “o Bandarra”, do Bandarras Clube de Ciclismo de Trancoso, Romain Nogueira (FR)-768 TCV91, Peter Minnaar (NL)-529, DuraizosBTT/Lusabike, e em 10º, Francisco Carneiro (PT)-262, também da Equipa Europcar.

Relativamente à presença feminina na prova, Jill Cederholm (US)-762 (KHUL) ficou em 12º, tal como em 2018, Lis Koehl (NL)-388 em 25º, Gégé Bereau-Wexler (FR)-819 em 54º e Anel Fourie (ZA)-809 em 87º, mas sem arrecadar a jersey de finisher.

Como é tradição na TransPortugal, todos os atletas são nomeados e chamados na cerimónia final. Este ano, o adotado pelo staff foi o britânico PJ Cook (UK)-802, aka Cookie, 66º da etapa e 61º na classificação final. Muito discreto, Cookie destacou-se pela sua postura de “o rapaz da porta ao lado”: uma bicicleta comum, o equipamento do dia-a-dia e só a vontade de passar cada obstáculo. Cookie foi recebido com uma garrafa de espumante na meta e largamente aplaudido na altura de receber a sua jersey. Destaque ainda para o 69º classificado: o vitorioso Alex Michiels (US)-767 que assim conseguiu ser o primeiro finisher, mas a contar do fim. Pertence-lhe ainda a mais bela descrição do nosso serviço de massagens: TLC (tender loving care).

E depois do jantar, seguiu-se a festa no Pau de Pita. Como sempre, o grupo britânico esteve em alta, agora acompanhado em grande estilo pela equipa sul-africana. Depois de uma horita de britpop, lá se conseguiu uma discografia mais pesada, com passagem por Cult, ACDC, Guns N’ Roses, ZZ Top, entre outros. A animar duas ofertas de peso: uma cachaça especialíssima oferecida por Bruno Tosin (BR)-755e uma delicada tequila trazida por Edgar Castaños (MX)-360. Os shots bebiam-se cá fora, nas mesas de madeira. Lá dentro, pela primeira vez de sempre segundo Chris Nieuwoudt (UK)-681), dançou-se System of a Down, dos Chop Suey.

Acabaram os dias que vivemos juntos. Iniciou o depois. A etapa nove é o templo das nossas vidas, até ao descanso da alma. Nove, o mais alto número singular, as renas do pai Natal, Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago. Nove, os meses da gestação humana.

“Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites. (…) A fonte oculta da vossa alma precisa de se erguer e de correr rumorejante para o mar.

O tesouro das vossas profundezas infinitas seria revelado diante dos vossos olhos. Mas que não haja balanças para pesar o vosso tesouro desconhecido. E não procureis as profundezas do vosso conhecimento com um cajado ou uma sonda. Pois o Eu é um mar ilimitado e imensurável.

Não digais: «Encontrei a verdade», mas sim: «Encontrei uma verdade.»

Não digais: «Encontrei o caminho da alma.» Dizei antes: «Encontrei a alma caminhando pelo meu caminho.»

Pois a alma caminha por todos os caminhos.

A alma não percorre uma linha nem cresce a direito como uma cana. A alma desdobra-se e revela-se como um lótus de múltiplas pétalas.”

(O Conhecimento de Si Próprio, Khalil Gibran)

Classificações no final da etapa

Modificado emterça, 21 maio 2019 07:04

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